
A Black Friday é, para muitas marcas, uma verdadeira corrida para se destacar da concorrência, por vezes oferecendo o maior desconto, e tentar bater metas de venda. Porém, essa abordagem tradicional, centrada apenas em preço, tem um risco enorme: queimar margem, desvalorizar a marca e atrair apenas "caçadores de desconto", clientes que compram só por preço e dificilmente retornam.
Nos dois últimos webinars realizados pela Widde, reunimos insights estratégicos de especialistas e cases reais que mostram que é possível vender mais e lucrar mais, sem abrir mão da percepção de valor da marca. Com base em estudos e experiências práticas de marcas como Shop Emme e Maximum Boxing, apresentamos aqui um guia completo para transformar a Black Friday em uma oportunidade de crescimento sustentável.
A Black Friday não é só desconto, mas também conquistar novos clientes
Segundo Felipe Bernardo, especialista em e-commerce com experiência na Sephora, CARE Natural Beauty e Boca Rosa, "Black Friday é uma janela de aquisição, não apenas de liquidação." O objetivo não é simplesmente queimar estoque, mas atrair novos clientes, engajá-los e gerar valor que se estenda após a Black Friday.
Para atingir esse objetivo, algumas boas práticas são:
- Aplicar descontos estratégicos: escolha produtos-chave para fazerem parte da promoção, sem comprometer a margem de lucro;
- Produza conteúdo: grave vídeos mostrando bastidores e divulgando a campanha de Black;
- Prepare ativação para os novos clientes: crie mensagens de boas-vindas, e-mails de storytelling e benefícios de fidelidade.
Essa abordagem não só protege o valor percebido da marca, mas também educa a base de clientes para reconhecer quando vale a pena aproveitar uma promoção.
Produto-herói e a estratégia do "Boi de Piranha"
Dando continuidade para as estratégias de desconto, um dos insights mais eficazes da Black Friday é usar produtos desejados com descontos reais para atrair tráfego. Esse é o chamado "Boi de Piranha": quando o consumidor vê um item de alto valor em promoção, assume que o restante do site também oferece boas oportunidades e passa a navegar pelas outras páginas.
Um case real é o da Shop Emme, cliente da Widde, que combinou peças em promoção com lançamentos da coleção nova dentro dos vídeos no e-commerce, gerando mais de R$ 1 milhão de receita impactada. Essa estratégia é atemporal, podendo ser usado tanto na Black quanto em outras datas sazonais durante o ano.
O segredo não está no desconto em si, mas na experiência e no contexto que você cria para o cliente.
A importância do Video Commerce na Black Friday
A Black de 2024 mostrou o poder do vídeo, na prática:
- 57 mil novos vídeos publicados;
- 4,8 milhões de visualizações;
- 2 milhões de usuários impactados;
- R$ 40 milhões em receita influenciada.
Enquanto fotos estáticas podem deixar dúvidas para o consumidor, o vídeo permite que o cliente entenda a textura, o caimento e a usabilidade do produto, na prática. Porém, não basta apenas inserir vídeos soltos no site: é preciso distribuí-los estrategicamente ao longo da jornada de compra.
A Maximum Boxing, Case de Sucesso de Video Commerce da Widde, optou por inserir vídeos explicativos diretamente na página de produto, mostrando detalhes técnicos e uso correto de seus equipamentos esportivos. O resultado veio rapidamente: menos dúvidas no SAC e tempo de permanência quase dobrado, ultrapassando 8 minutos por sessão.
Em resumo, vídeo não é apenas um formato visual: é engajamento, atendimento e conversão funcionando ao mesmo tempo, desde a primeira impressão até o clique final.
Por isso, a Black Friday não precisa ser uma liquidação desesperada. Ela pode ser uma ferramenta estratégica quando combinada com o Video Commerce.
Para saber mais sobre como conquistar clientes que não vão comprar de você apenas quando tiver descontos, assista aos webinars completos.
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